Professores e gestores da rede estadual participam de oficina sobre Educação Financeira

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Professores e gestores escolares da rede estadual, além de técnicos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, participaram da Oficina Itinerária de Educação Financeira, nesta quarta-feira (28), no Instituto Anísio Teixeira (IAT), promovida pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil). A proposta da ação é disseminar no ambiente escolar a conscientização e a formação de novos hábitos visando um estilo de vida mais consciente e sustentável.

O facilitador da oficina, Dilmar Pregardier, contextualizou a Educação Financeira no país e trabalhou com a formação de hábitos financeiros saudáveis, orientados pela Associação de Educação Financeira do Brasil. “Se você ganha R$ 5 mil, organize sua vida financeira como se ganhasse R$ 4 mil. O R$ 1 mil deve ser poupado”, exemplificou. Por meio de conteúdos contidos em livros e vídeos, produzidos pela AEF-Brasil, Dilmar destacou como novos hábitos financeiros podem ser desencadeados. “O dinheiro não é bom e nem ruim. Os hábitos sim é que podem ser positivos ou negativos. Não se deve gastar demais e nem poupar demais porque senão o objetivo pessoal passa a ser o dinheiro e não a vida. São essas informações que os estudantes precisam aprender desde cedo para que na vida adulta se tornem cidadão educados financeiramente”, afirmou.

O diretor Elísio Santos, do Colégio Estadual Rômulo Almeida, em Salvador, fala da importância de disseminar conceitos sobre Educação Financeira na escola. “Temos dois professores na nossa unidade que já trabalham em sala de aula com esta temática, que considero muito importante e a ideia é que faça parte do Plano Político Pedagógico (PPP) para que as escolas desenvolvam atividades voltadas a auxiliar os nossos estudantes na administração do dinheiro, nas suas decisões de poupar, no seu consumo consciente”.

A professora de Língua Portuguesa da Escola Severino Vieira, Maria Eleonor da Silva, conta que nas suas atividades com produção e interpretação de texto tem trabalhado com o tema da Educação Financeira. “Esta oficina veio para fortalecer o trabalho que já venho desenvolvendo, bem como me trazer mais conhecimentos e ideias de como trabalhar o conteúdo na escola para que eu possa disseminá-los entre os colegas professores das demais disciplinas”.

Sustentabilidade financeira –  O coordenador de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria da Educação do Estado, Fábio Barbosa, explica como é a Educação Financeira no currículo. “A Educação Financeira possibilita o acesso a conteúdos que contribuem para o desenvolvimento de atitudes proativas e conscientes, que permitam as pessoas a identificar um melhor posicionamento com relação aos seus recursos e, consequentemente, proporciona  o empoderamento financeiro a toda a comunidade escolar por meio da mudança de comportamento, envolvendo professores, estudantes e famílias”, destaca.

O gestor completa que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)  do Ensino Fundamental,  homologada em dezembro de 2017, formaliza a Educação Financeira e apresenta diversos temas associados à educação econômica de forma a contribuir para o desenvolvimento de atitudes conscientes rumo à sustentabilidade financeira.